Especial Semifinais Liga dos Campeões – parte I

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Um dos nossos melhores tipsters, o Vaz, faz uma super análise sobre o primeiro jogo das semifinais da Champions League: Atlético de Madrid x Chelsea

 

Atlético de Madrid

● Esquema tático: 4-2-2-2
● Técnico: Diego Simeone

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● Análise:

A grande sensação da temporada europeia até aqui são os colchoneros. Quem apostou que o Atlético de Madrid largaria o osso na disputa com os gigantes Real Madrid e Barcelona pelo campeonato espanhol, quebrou a cara. Estamos no final da temporada e o time da capital espanhola não só mostrou que disputará até o fim o título da Liga BBVA, como também figura entre os quatro finalistas da maior competição continental do mundo, a Champions League.

Tendo incorporado a filosofia de Diego Simeone, o Atlético é, acima de tudo, um time. Prova disso foi o excelente desempenho do time no Vicente Calderón, contra o Barça, quando o Atlético não contava com os importantíssimos Diego Costa e Arda Turan, lesionados. Taticamente perfeito, motivado e com o apoio de sua fanática torcida, o Atlético sem sombra de dúvidas é o time com mais alma dentre os restantes. Bem disse Paulo Andrade, narrador da ESPN, que, pela garra, pela torcida, pela forma de jogar e pelas influencias de Simeone, o Atlético parece um time de Libertadores jogando as finais da Champions.

Postado em um 4-2-2-2 clássico, o Atlético se destaca pela disciplina na marcação, que começa no campo de ataque e chega até a composição em duas linhas de quatro, compactadas, sem dar espaço ao adversário para pensar e jogar. Compactação essa que conseguiu anular nada mais nada menos do que Lionel Messi, prendendo-o na “jaula de Simeone”, como chamou a imprensa espanhola. Com a bola, o Atlético prioriza lançamentos longos e cruzamentos, explorando também a velocidade pelas pontas e a criatividade de seus meias, sempre objetivando a referência de Diego Costa, brasileiro naturalizado espanhol que vem sendo o grande destaque do time, com 33 gols na temporada.

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Chelsea

● Esquema tático: 4-2-3-1
● Técnico: José Mourinho

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● Análise:

Como quase todo time do treinador, o Chelsea é a cara de José Mourinho, que chega à sua quinta semi-final consecutiva de Champions League. Pragmáticos, objetivos e vencedores, o time de Londres e o técnico português chegam à semi-final depois de eliminarem o badalado e milionário PSG. Após a derrota por 3×1 em Paris, com gol de Pastore nos segundos finais, tudo parecia perdido para o Chelsea.  Mas o fator casa, a motivação e a estrela de Mourinho fizeram a diferença para que o time inglês conseguisse o 2×0 nos minutos finais. Schurrle e Demba Ba, substituições de Mourinho, foram os autores dos gols.

O Chelsea, concomitantemente, também disputa o título Premier League, ainda que tropeços recentes tenham dificultado bastante a situação, haja vista que Manchester City e Liverpool também estão firmes na disputa.

Mourinho trabalha no Chelsea com um 4-2-3-1 desbalanceado. Hazard tem mais liberdade pela esquerda, enquanto Willian faz o papel de recomposição pela direita sem a bola e Oscar marca, ataca, cai pela esquerda, pela direita, volta para buscar o jogo, aparece na área, enfim… faz tudo no Chelsea. Os três municiam o veterano e multicampeão Samuel Eto’o, referência do time que se firmou devido à instabilidade de Torres e Demba Ba e tem correspondido. Com muita velocidade, Ramires e Azpilicueta são as válvulas de escape do time nas saídas de bola pela direita e pela esquerda, respectivamente. Sem poder contar com Matic na Champions, David Luiz tem sido postado como volante pelo técnico em jogos mais duros, fechando a entrada da área com força física e aumentando a estatura do time nas bolas paradas. Olhando para os titulares, pode-se pensar que o Chelsea não tem um grande nome, mas tem, e ele está no banco de reservas. O Chelsea é uma mescla de experiência e juventude, que conta com José Mourinho como a cereja do bolo. E é com essa receita que ele almeja atingir mais uma final em sua carreira, agora mais do que nunca, pois ela ocorrerá em Lisboa (Portugal), sua pátria.

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O Confronto

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Vejo jogos extremamente estudados e disputados em suas minúcias. Os técnicos José Mourinho e Diego Simeone tem estilos bastante parecidos, valorizando muito a motivação de seus times e exigindo muito rigor tático de seus atletas. O time da capital espanhola joga a primeira partida, na terça, 22/04, no Vicente Calderón e a decisão ocorre no dia 30/04, no Stamford Bridge. Mourinho é um estrategista, e no que consigo depreender de seus conceitos, imagino que vá a Madrid para segurar o ímpeto inicial do time da casa no primeiro tempo, mas que libere seu time para atacar na segunda etapa, buscando um importantíssimo gol fora de casa, fator que sempre é decisivo em jogos de mata-mata, e Mourinho sabe disso melhor do que ninguém.

Time por time, vejo o Atlético um nível acima do Chelsea, que ainda tem muitos problemas pontuais, principalmente em relação ao sistema defensivo e à definição no ataque. Courtois está praticamente confirmado, mesmo pertencendo ao Chelsea e tendo cláusula no contrato que o impede de jogar contra o time inglês, pois a UEFA ameaçou punir o Chelsea caso façam valer tal cláusula. Com Courtois e com a volta de Diego Costa, o Atlético não deve mudar nada para a partida, e se mantiver aquilo que vem sendo feito na temporada penso que têm totais condições de suplantar o Chelsea.


Autorvaz
data15/04/2014


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