Retrospectiva das Apostas em 2016

Mais um ano vai ficando para trás, e o ApostasFC fez uma retrospectiva de alguns dos fatos mais relevantes no cenário das apostas em 2016 no Brasil e no mundo. Confira:

Fim do cartão Neteller:

Já nos últimos meses do ano, o Brasil e mais de 100 outros países receberam a notícia de que o Neteller não mais disponibilizaria o seu cartão pré-pago Net+ Mastercard para os clientes que residem fora da Europa. Ao que tudo indica isso se deu por uma questão político-tributária entre a bandeira Mastercard e governos de países que exigem maiores informações sobre seus clientes e movimentações financeiras.

Em tempos onde o bitcoin, carteiras eletrônicas, e transações P2P em geral ganham cada vez mais força, os governantes querem cada vez mais ter o controle sobre movimentações financeiras. E ferramentas como o cartão Neteller, onde nem sequer era exigido o CPF de seu titular, são um prato cheio para aqueles que querem liberdade para fazer suas transações financeiras sem depender de instituições bancárias, sem tributação, e com taxas muito menores do que as cobradas por outros métodos de pagamento.

As demais funcionalidades do Neteller seguem inalteradas, e o fim do cartão de maneira geral não prejudica o grande público. Um dos melhores usos que podíamos fazer dele, era utilizá-lo em viagens ao exterior. Sem dúvida uma ótima opção para fugir do IOF de 6% dos cartões de crédito convencionais, cotações abusivas dos bancos brasileiros, e também da alta cotação de moedas estrangeiras nas casas de câmbio. O Neteller diz que em breve a utilização do cartão pré-pago Net+ pode voltar a ser liberada, então vamos seguir aguardando.

A não ser que você more na Europa, pode guardar seu cartão Neteller na gaveta.
A não ser que você more na Europa, pode guardar seu cartão Neteller na gaveta.

 

Saída da Winner do Brasil:

Depois de chegar com muita força de marketing ao nosso país, e assinar um dos grandes contratos de patrocínio da história do Corinthians, a casa de apostas Winner decidiu encerrar as operações em terras tupiniquins. Tão rápido como chegaram, foram embora.

Pela publicidade no ombro da camisa do clube paulista, a Winner pagaria R$ 20 milhões por três anos de exposição da marca. Com a saída precoce do mercado brasileiro, e o consequente rompimento do contrato de publicidade com o Corinthians (cujo valor da multa contratual não foi divulgado), a Winner certamente teve um grande prejuízo nessa rápida empreitada em território nacional.

Winner Play, o “fantasy game” do site de apostas Winner. Passagem relâmpago pelo Brasil em 2016.
Winner Play, o “fantasy game” do site de apostas Winner. Passagem relâmpago pelo Brasil em 2016.

 

Apostas em Política:

Nem só de eventos esportivos as casas de apostas vivem, e 2016 foi um ano de recorde em apostas que envolviam fatos e questões políticas. O primeiro fato que trouxe grande volume de apostas e interesse do público foi o Brexit. Esse foi o nome dado ao resultado de um referendo popular que votaria se o Reino Unido deveria permanecer ou não na União Européia/Zona do Euro, cujo resultado foi a saída da Inglaterra do Bloco.

A opinião da maioria (assim como o grande volume de dinheiro) era de que o Reino Unido iria permanecer na UE. Só na betfair os trades superaram a marca de 80 milhões de libras, e no total foram cerca de 120 milhões de libras em apostas de punters e traders de todo o mundo. Até então não havia tido nenhum precedente de apostas em política que tivesse atraído tanto a atenção dos apostadores.

 

Cotação para permanecer na União Europeia era de 1.17 e para deixar o Bloco de 5.50
Cotação para permanecer na União Europeia era de 1.17 e para deixar o Bloco de 5.50

No Brasil também tivemos um ano de intensa movimentação política, e é claro que as casas de apostas não nos deixariam sem cotações para as bombas vindas de Brasília! Tivemos a oportunidade de apostar em mercados inusitados como o impeachment da ex-Presidente Dilma Roussef, e em uma eventual prisão do Lula.

Essa é uma aposta que pode voltar com força em 2017, e com cotação mais baixa...
Essa é uma aposta que pode voltar com força em 2017, e com cotação mais baixa…

Mas sem dúvidas o maior evento político de 2016 foram as Eleições presidenciais dos Estados Unidos. Nunca antes um evento não-esportivo tinha movimentado tanto dinheiro mundo a fora, e isso certamente consolida esse tipo de apostas como um nicho de mercado aos operadores. Na véspera da eleição, as cotações estavam em torno de 1.20 para Hillary Clinton, e 5.10 para a vitória de Trump.

Assim como no Brexit, a opinião pública (e os oddsmakers) estavam errados, e a vitória de Donald Trump chegou a ter odds de 26.00. Sua eleição era tida como tão improvável, que o site de apostas britânico Paddy Power chegou a pagar antecipadamente mais de 4.5 milhões de dólares aos apostadores que tinham apostado em Hillary Clinton. Foi um golpe publicitário da casa de apostas, e que depois se mostrou ter sido uma publicidade bem cara!

Alguns números na betfair: foram mais de 200 milhões de libras em trading sobre a eleição norte-americana; o maior ganhador individual faturou mais de 2 milhões de libras apostando no Trump; a odds de Hillary chegou a 1.08 quando os resultados da Flórida foram divulgados; a betfair ofereceu mais de 70 mercados relacionados à eleição.

 

Eleição dos EUA em 2016 foi um marco na história das apostas em política.
Eleição dos EUA em 2016 foi um marco na história das apostas em política.

O pequeno gigante Leicester:

A história e a trajetória que deram o título de campeão Inglês ao Leicester City em 2016 já seriam dignas de menção nesse artigo. Mas histórias de torcedores que apostaram nesse improvável caneco chamou muita atenção. Antes do inicio da temporada da Premier League, alguns torcedores, como de costume, fizeram apostas em seu time de coração. Mas com uma cotação de 5.001, quem teria coragem de colocar mais do que alguns trocados de que o Leicester seria o campeão?

Pelo menos três histórias vieram a público sobre torcedores que fizeram essa aposta, e em comum está o fato de que todos eles não tiveram estômago para esperar que o título se concretizasse, e todos fizeram cashout da aposta.

Em um delas, em março, um torcedor que havia apostado 50 libras encerrou sua aposta com um enorme payout de 70.000 libras (se tivesse esperado o campeonato terminar, teria embolsado $250.000). O fato é que as casas de apostas demoraram muito para reduzir as odds do Leicester, e mesmo após uma sequência de 10 vitórias, ainda era possível apostar em uma cotação 33.00 para eles serem os campeões. A consequência disso foi que mesmo sendo um grande azarão, o título do Leicester deu prejuízo para grande parte das casas de apostas. Dificilmente veremos novamente uma odds de “Vencedor” tão alta ser oferecida antes de uma temporada começar.

 

Apostador mostra comprovante de aposta no Leicester com cotação 1.001. Um retorno de 5.005 libras para uma aposta de 5 libras não é nada mal...
Apostador mostra comprovante de aposta no Leicester com cotação 1.001. Um retorno de 5.005 libras para uma aposta de 5 libras não é nada mal…

Se você tivesse uma bola de cristal e em janeiro de 2016 tivesse feito uma tripla que Donald Trump seria eleito presidente dos Estados Unidos, que os britânicos votariam a favor do Brexit, e que o Leicester seria o campeão da Premier League, bastaria uma aposta de 5 reais para você ganhar… 15 milhões de reais!!

Lembra de mais algum fato marcante no mundo das apostas em 2016? E em 2017, quais podem ser as grandes surpresas com odds altas para nós? Poste nos comentários!

 


Autoralves
data27/12/2016


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